Você sabe como evitar crises de alergia?

Fonte: Minha vida

Adote hábitos para prevenir o mal-estar causado pela asma e pela rinite, principalmente

Se nariz congestionado e espirros infernizam o seu dia a dia, você provavelmente integra o grupo de 22% dos brasileiros que possuem rinite alérgica. Esses dados, do International Study of Asthma and Allergies (ISAAC), posicionam a rinite como a doença alérgica mais frequente no Brasil. A asma também é muito comum, afeta 10% da população do país (neste grupo, 78% das pessoas também possuem rinite).

“Seja causada por ácaros, pelos de animais, fungos ou outros fatores, a alergia precisa ser controlada para evitar novas crises”, afirma a dermatologista Ana Paula Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI). Aproveite a data para responder o quiz a seguir e descobrir quais são os maiores erros na hora de prevenir as indesejadas crises alérgicas.

1 – Posso ser alérgico a perfume, poluição, cigarro ou cheiro de produtos de limpeza?

R: Não, eles são apenas agentes irritantes.

Nota: Na verdade, o cheiro forte desses componentes não pode ser considerado um alérgeno, ou seja, o elemento que causa a alergia. “O que esses cheiros fazem é desencadear sintomas nas pessoas alérgicas porque a mucosa respiratória costuma estar mais inflamada e sensível a cheiros”, afirma a alergista Izilda Bacil, do Hospital Balbino, no Rio de Janeiro. Se você fica espirrando ao passar perfume ou limpar a casa, deve procurar ajuda médica para tentar descobrir a verdadeira causa por trás dessa alergia, que pode ser ácaros, pelo e saliva de animais, pólen, baratas, fungos, entre outros

2 – Ir ao pronto socorro é suficiente para conter uma crise mais forte. Essa informação é:

R: Falsa

Nota: A alergia é uma doença crônica, ou seja, um problema que você terá de conviver por toda a vida. “As crises alérgicas são os episódios agudos de uma doença que só vai evoluir ao longo dos anos”, afirma Izilda Bacil. A ida ao pronto socorro resolve uma, mas não evita que novos episódios aconteçam. Por isso, a ida a um médico é fundamental, para adotar medidas no dia a dia que ajudam a conviver melhor com a alergia e evitar que ela fique cada vez mais forte.

3 – Quanto ao uso de medicamentos anti-histamínicos para conter a alergia:

R: Eles ajudam apenas a controlar os sintomas.

Nota: A alergista Ana Paula afirma que a maioria dos anti-histamínicos não causa mais sonolência, como costumava acontecer alguns anos atrás. “Eles são eficazes para tratar os sintomas da alergia, mas é preciso seguir a orientação do seu médico sobre a frequência e a dose de uso.” Segundo a médica, esses medicamentos costumam ser seguros, mas é preciso ter cuidado com fatores que podem interferir no resultado ou causar até efeitos colaterais, como a interação com outros medicamentos (antidepressivos Inibidores da Monoamina Oxidase – IMAO -, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores do sistema nervoso central, por exemplo).

4 – Quem tem alergia pode ter gato ou cachorro em casa?

R: Dependendo da intensidade da alergia, sim.

Nota: A convivência com animais dentro de casa depende muito da intensidade da alergia. “O ideal é evitar os agentes que causam a alergia, porque ainda não há estudos efetivos para comprovar que o convívio com animais melhora a resistência”, afirma Ana Paula Castro. Se você faz questão de conviver com seu bichinho, o médico pode avaliar e indicar um tratamento, à base de vacinas, que diminua a sensibilidade, além de dar algumas recomendações específicas. “É importante, por exemplo, nunca deixar o animal entrar no seu quarto”, afirma a alergista Izilda.

5 – A distância dos agentes causadores de alergia impede novas crises?

R: Não.

Nota: Dependendo da intensidade da alergia, basta a convivência com uma pessoa que tenha gatos em casa, por exemplo, para deixar o seu nariz irritado. “É por isso que o ideal é contar com um médico que possa indicar a necessidade de tratamentos com vacinas ou o uso de medicamentos anti-histamínicos”, afirma Ana Paula Castro. Além disso, você também pode ter alergias a outros componentes que ainda não descobriu.

6 – O diagnóstico de rinite alérgica aumenta o risco de asma e outras doenças alérgicas?

R: Sim.

Nota: “Costumo dizer que, se você nasceu com o pacote alérgico, está mais susceptível a ter todas as alergias possíveis”, comenta a alergista Ana Paula. Ela explica que a alergia é uma doença genética, com incidência quatro vezes maior se você tem pai ou mãe com o problema e, se os dois tiverem, a predisposição é sete vezes maior. Por isso, é importante adotar medidas que ajudam a controlar a doença desde cedo.

7 – Que sintomas alérgicos indicam necessidade de buscar um pronto-socorro?

R: Garganta rouca e inchada.

Nota: Sentir a garganta mais inchada pode parecer apenas mais uma das tantas reações que você costuma ter no contato com animais, ácaros ou outro alérgeno. Mas a alergista Ana Paula alerta que esse sintoma pode ser o início de uma anafilaxia, uma reação mais grave que pode resultar no edema de laringe (ou edema de glote). “Se você não procurar atendimento médico para conter a reação, com adrenalina ou antialérgico, pode não conseguir mais respirar e correr risco de morte.”

8 – Remédios para conter as crises dispensam os cuidados com os agentes causadores da alergia?

R: Não, evitar o contato também faz parte do tratamento.

Nota: “O sucesso do tratamento depende de três fatores: tratamento ambiental, controle com medicamentos e imunoterapia específica, que é o tratamento com vacinas para diminuir a sensibilidade ao alérgeno”, afirma Ana Paula Castro. Quanto mais você evitar contato com os agentes causadores, menos chance terá de sofrer reações na pele, problemas respiratórios e outras complicações.

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