Insetos


Prevenção de Doenças e Controle de Proliferação


fora_mosquitoEm qualquer ocasião, os insetos, principalmente os mosquitos, são um tormento para a população em geral. No verão, em decorrência das chuvas acentuadas, o problema se agrava, principalmente para as pessoas que manifestam algum tipo de alergia.

Porque os mosquitos e outros insetos picam:

As fêmeas dos mosquitos utilizam-se da temperatura e de nutrientes do sangue humano (ou de outros animais) como auxílio no processo de amadurecimento dos seus ovos. No sangue se encontra o ferro que contém uma proteína chamada proteína Heme, que é essencial para essa maturação de seus ovos. Para nos picar, estes insetos são atraídos pelo CO2 e compostos nitrogenados liberados pela pele. Em algumas espécies, os machos são também hematófagos.  Os simucídeos (popularmente borrachudos), encontrados nas regiões de cachoeiras e matas do interior, também realizam o repasto sanguíneo. Alguns casos como o do barbeiro, o inseto necessita do ferro contido na albumina do sangue para manter uma alimentação equilibrada necessária ao seu desenvolvimento.


Os mosquitos e a evolução:

Nos primórdios, os mosquitos tinham hábitos silvestres, isto é, picavam apenas primatas, roedores e felinos. Com o passar do tempo, a destruição do ambiente, que gerou o desequilíbrio ecológico, fez com que os mosquitos passassem a habitar os meios onde viviam os homens e com isso por ser um alvo mais fácil se tornou sua principal fonte de alimentação. Mas além do incômodo causado por sua picadas o mosquito passou a ser uma fonte de transmissão de doenças para o homem, que é o caso da malária, dengue, febre amarela e leishmaniose.
Doenças transmitidas por insetos:
Além do incômodo causado pelas picadas, os insetos são fontes de inúmeras doenças. Veja agora algumas das principais, bem como as suas fontes de transmissão:

pulga

Pulga e Bicho-de-pé
Transmissão: Fezes, picadas e contato direto.
Doenças: Tifo murino, Peste bubônica, bicho-de-pé.

carrapato

Carrapato: (aracnídeo)
Transmissão: Picadas.
Doenças: Febre maculosa americana. escabiose ou sarna.

piolho

Piolho:
Doenças: Dermatites do couro cabeludo, pêlos do corpo e pêlos do púbis.
Transmissão: Contato direto.

barbeiro

Barbeiro:
Transmissão: Fezes.
Doenças: Doença de chagas.

percevejo

Percevejo:
Transmissão: Contato direto.
Doenças: Dermatite epidérmica.

mosquitoAE

Mosquito:
Transmissão: Picadas.
Doenças: Leishmaniose, leishmaniose tegumentar americana, malária, dengue, febre amarela.

mosca

Mosca:
Transmissão: Contato direto, regugitamento, ovoposição.
Doenças: Enterites, Miíase furunculóide (Berne), Miíase cavitária.

barata

Barata:
Transmissão: Contato direto.
Doenças: Dermatite por contato.

besouro

Besouro:
Transmissão: Contato direto.
Doenças: Dermatites por contato.

borboleta

Borboleta:
Transmissão: Contato direto.
Doenças: Dermatites por contato.

mariposa

Mariposa:
Transmissão: Contato direto.
Doenças: Dermatite por contato.

lagarta

Lagarta:
Transmissão: Contato direto.
Doenças: Dermatites por contato.

Cuidados e Prevenções:


Os insetos podem apresentar duas ou três fases de vida:

Os Holometábulosapresentam três fases: larva, pupa e adulto. Ex.: mosquitos, pulgas, moscas, borboletas.

Os Hemimetábulos – apresentam somente duas fases: ninfa e adulto. Ex. barbeiro
Sabendo destes processos, podemos entender melhor porque não devemos deixar água parada em ambientes ao ar livre já que esse seria o local perfeito pra liberação dos ovos, crescimento das larvas e da pupa, dos holometábulos pois estes se desenvolvem na água até chegarem à sua fase adulta.
Alguns dos mais importantes cuidados para prevenir a proliferação e transmissão de infecções causadas por insetos incluem:

-Não se instalar em locais onde habitem vetores de doenças;

-Preocupar-se com as condições dentro e nas proximidades das moradias;

-Não realizar devastações ou queimadas nas proximidades de sua moradia;

-Não poluir ambientes terrestres, aquáticos e aéreos;

Informar as secretarias de saúde sobre as doenças causadas por insetos registradas em sua região.

-Evitar ao máximo o acúmulo de água estagnada

Essas medidas podem tornar sua região menos acometidas por insetos de todas as espécies. O não cumprimento de normas de higiene e as queimadas podem eliminar importante espécies predadoras de mosquitos e demais insetos causando um desequilíbrio sistêmico o que leva a proliferação das espécies indesejadas.
Quando as formas de prevenção não forem suficientes torna-se necessário o uso dos Repelentes que podem variar bastante segundo o seu tipo:

Químicos (aerossol, bombas, vaporizadores, etc.) – desde que hajam testes para se conhecer a eficiência e segurança do produto, respeitando sempre a recomendação de uso.

Biológicos (com poucas restrições) – podem ser usadas velas, repelentes a base de óleo vegetais ou minerais, produtos caseiros ou naturais. Os produtos fabricados com o óleo da planta amazônica Andiroba vem tendo grande aceitação enquanto que existem restrições para alérgicos dos produtos fabricados com Citronela.

Repelentes sonoros – emitem ondas sonoras que quando detectadas, repelem os insetos. Alguns destes aparelhos emitem ondas que causam stress nos insetos, repelindo-os e outros simulam predadores. Estas ondas não são captadas pelo ouvido humano;

Elétricos (usados mais frequentemente em câmeras frigoríficas, fábricas, etc.) são bem específicos e dependem de um estudo prévio dos insetos que habitam o local;

Repelentes hormonais – com base em hormônios do próprio inseto, seu princípio está em atrair os insetos para uma determinadas área, geralmente usado em lixões e locais de grande incidência de insetos.

Outras observações:

Os insetos causam transtornos a população em geral, porém para pessoas alérgicas o problema, dependendo de outras circunstâncias, uma pequena picada pode significar sérias complicações e devem ser completamente evitadas.
Também é importante estar atento para o próprio repelente utilizado que também pode causar alergias, principalmente os que usam produtos químicos. Quase sempre, nestes casos, os repelentes naturais ou elétricos são mais recomendados.
Nas regiões urbanos os mosquitos da dengue (Aedes aegypti) e o pernilongo (Culex), são os mais nos afeta. Ê importante conhecer os horários mais frequentes para o repasto (picadas):


mosquitoAE
Aedes:
De Manhã (entre 06:00 e 07:00h)
À tarde (entre 12:00 e !3:00h)
À noite (entre 18:00 e 19:00h)

mosquitoCQ

Culex (Pernilongo):
De manhã (entre 05:00 e 08:00h)
À noite (entre 18:00 e 24:00h)

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