Uma boa opção para quem tem alergia ao tradicional absorvente.

Deu no Jornal – Terra

Coletor menstrual substitui o absorvente

incicloSe depender deles, os dias dos absorventes descartáveis podem estar contados. Desde que foram lançados no Brasil – há pouco mais de um ano –, os coletores menstruais (espécie de copinho plástico íntimo) têm despontado como alternativa ecológica aos absorventes. Sim, porque tanto quanto as fraldas, os atuais absorventes são materiais descartados no meio ambiente e usados pela mulher durante muito tempo. Estima-se que durante toda a vida uma mulher gere, em média, 100 kg de resíduos por conta do uso de absorventes, sejam eles internos e externos.

Não fosse a promessa ecológica, muitas mulheres têm aprovado os coletores. A justificativa é a praticidade e a higiene em sua troca durante o ciclo menstrual. Uma pesquisa encomendada à Fine Marketing, pela marca brasileira líder no mercado de coletores menstruais, apontou que 83% das mulheres que testaram aprovaram o produto. A pesquisa ouviu 146 mulheres, em julho de 2011, em todo o Brasil. As entrevistadas eram usuárias dos tradicionais absorventes descartáveis internos e externos.

Coletores x absorventes
A grande diferença dos coletores é que eles não absorvem o fluxo menstrual, apenas coletam o sangue e, por isso, podem ser lavados e reutilizados. “Esses produtos costumam ser feitos de silicone maleável, não causam desconforto se bem utilizados, e o risco de alergia e complicações é mínimo”, afirma o Dr. Eduardo Zlotnik ginecologista do Hospital Albert Einstein.

O que causa muita estranheza nas mulheres é o fato de terem que lavar os coletores. No entanto, como eles podem ser utilizados tranquilamente por um período de 12 horas, uma vez colocado pela manhã, ele só vai ser retirado à noite, muito provavelmente na hora de tomar banho para ir dormir. Outra vantagem é que eles podem ser utilizados durante a noite e também para fazer atividades físicas, como a natação. Também é um método seguro, já que o silicone se molda ao corpo, criando um vácuo que impede qualquer tipo de vazamento. Além disso, evita o contato do sangue com o ar e impede o odor característico da menstruação.

“O apelo ecológico e o econômico são benefícios a mais, quem usa não faz nenhum sacrifício pelo meio ambiente, usa porque gosta mesmo”, afirma Mariana Betioli, responsável por criar o MissCup, primeiro coletor menstrual produzido no Brasil. Mas a engenhoca não é única no mercado. Por aqui já é possível encontrar coletores menstruais importados, já que eles não são novidades no exterior, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa.

No Brasil, os coletores custam entre R$ 86 e R$ 104. Cada produto dura em média de três a oito anos, dependendo dos cuidados que a usuária tiver. Colocando na ponta do lápis, a conta parece valer a pena já que durante toda a sua vida fértil, uma mulher deve usar entre oito e 15 coletores, um gasto equivalente a R$ 1.245. Com absorventes comuns esse valor quase triplica, vai para R$ 3.855, em média. Se levarmos em conta o preço dos tampões internos, sobe para R$ 9.715 durante a vida.

Quem usa recomenda
A fisioterapeuta Rebeca Santos Rehder é usuária do coletor menstrual há pouco mais de um ano, e começou com a indicação de uma amiga. “Na Europa, é muito comum as pessoas utilizarem, só no Brasil que há esse preconceito, mas eu indico para todas as minhas amigas. Algumas acham sujo ter que tirar o coletor para lavar, eu acho sujo ficar com absorvente”, conta. Além disso, Rebeca garante ser um método à prova de vazamentos. “Por causa do meu trabalho uso muita roupa branca, mas nunca tive nenhum problema, mesmo no primeiro ciclo, quando normalmente as mulheres ainda estão se adaptando e podem sofrer com algum vazamento”, complementa.

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