FEBRE DO MAYARO

Os microrganismos também lutam pela sobrevivência de suas respectivas espécies. Procuram se adaptar das maneiras mais incríveis possíveis para não desaparecer. É o que está acontecendo atualmente com um vírus chamado Mayaro. Não é um vírus novo. Foi identificado pela primeira vez em 1954 e existe em regiões silvestres aos redores da região Amazônica. O grande problema é que este vírus possivelmente tenha se adaptado. Antes era transmitido apenas por mosquitos vetores silvestres e agora aparentemente pode ser transmitido por mosquitos vetores urbanos que já estão espalhados pelo mundo: Aedes Aegypti, principalmente.

mosquito
Caso isso realmente se comprove, há motivos para nos preocuparmos já que o Aedes está fortemente presente no nosso território. Este vírus provoca uma doença semelhante a chikungunya, chamada FEBRE DO MAYARO.

Quais os sintomas?
Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. São sintomas muito parecidos e por isso a febre do Mayaro pode ser facilmente confundida com dengue ou com chikungunya. No entanto, no Mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar.

Qual a melhor forma de se proteger?
Claro que as medidas que todos conhecemos para evitar a proliferação dos mosquitos são fundamentais e importantíssimas. Mas sabemos que é quase impossivel eliminar os mosquitos, visto que estamos em um país tropical com muita chuva e calor. Por isso evitar as picadas são uma forma eficiente para garantir proteção. Isso pode ser feito com telas nas janelas, mosquiteiros nas camas, principalmente nos berços do bebês pequenos e repelentes de mosquitos transmissores.

O diagnóstico exato é feito apenas por exames laboratoriais específicos. Já foram confirmados casos de Febre de Mayaro no Brasil, entre dezembro de 2014 e junho de 2015. Até o momento, não existe vacina ou tratamento específico para tratamento desta doença.

 

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/mayaro-mais-um-virus-transmitido-pelo-aedes-aegypti-que-pode-se-espalhar.html

 

 

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