DISTÚRBIOS DO SONO

Fonte: Site Sleep

apneiaDISTÚRBIOS DO SONO

Os distúrbios do sono podem influenciar negativamente o nosso desempenho durante o dia e, quando não tratados, podem ser responsáveis por acidentes e também aumentar a chance de desenvolvimento de graves doenças. Esses distúrbios e as conseqüências da privação de sono por eles gerados interferem no trabalho, na condução de veículos e operação de máquinas e em atividades pessoais. Eles também respondem por um gasto anual vultoso relacionado com custos médicos. Por outro lado, os custos indiretos, devidos à perda de produtividade e a outros fatores são provavelmente muito maiores. Até o momento foram descritos mais de 80 distúrbios do sono, muitos dos quais podem ser controlados efetivamente quando corretamente diagnosticados. Dentre os mais comuns, incluem-se: o ronco, insônia, apnéia do sono, síndrome das pernas inquietas e narcolepsia.

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO

UMA BREVE HISTÓRIA

Charles_DickensA primeira descrição de um indivíduo com apnéia obstrutiva do sono é atribuída ao escritor inglês Charles Dickens, em sua novela “The Posthumous Papers of the Pickwick Club”, publicada em 1836. Nesta obra, havia um personagem chamado Joe, um garoto obeso, que passava a maior parte do tempo dormindo e roncando alto em meio a situações cômicas. Como ele tinha uma fácies avermelhada e edema de membros inferiores, acredita-se que fosse portador de policitemia e insuficiência cardíaca direita. O primeiro médico a descrever uma apnéia foi
Broadbent em 1877: “Quando uma pessoa de idade avançada, deitada de costas, cair em sono profundo e roncar ruidosamente, é comum que de tempos em tempos aconteça falha da inspiração; então, ocorrerão dois, três ou quatro períodos respiratórios de movimentos torácicos ineficientes, para finalmente o ar entrar com um ronco barulhento ou rugido, após o qual ocorrerão várias inspirações profundas compensatórias”. Em 1956, Burwell e tal. introduziram o termo “Pickwickiano“ e, de forma científica descreveram pacientes obesos e sonolentos, portadores de hipoventilação alveolar, cianose, policitemia e cor pulmonale. A partir deste trabalho, iniciou-se uma lenta popularização dos distúrbios do sono dentro da classe médica. Como se ouve freqüentemente a menção do termo Pickwickcomo se fosse um epônimo, em homenagem a um suposto médico que primeiro descreveu a síndrome, a recomendação atual é que este termo seja evitado. Em 1965, Gastaut et al, na França, e Jung e Kuhlo, na Alemanha, descreveram os achados na polissonografia da apnéia do sono. Chegaram a propor que a sonolência diurna fosse decorrente dos despertares repetidos, porém, a idéia que predominava nesta época era a de que o distúrbio seria de origem neurológica. Este conceito foi derrubado em 1969 depois que os pacientes eram curados com a traqueostomia. Após este procedimento, os pacientes foram submetidos a uma nova polissonografia que confirmou o desaparecimento das paradas respiratórias e dos despertares.

Finalmente, em 1973, Christian Guilleminault reuniu os conhecimentos sobre as causas, sinais e sintomas das apnéias do sono e cunhou o termo Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS), desvencilhando dos achados da síndrome da hipoventilação do obeso. Em 1982, o mesmo autor descreveu uma nova síndrome em crianças e a denominou de Síndrome de Resistência de Vias Aéreas Superiores (SRVAS). Esta síndrome é caracterizada por
esforços respiratórios anormais durante o sono, sem apnéias e foi descrita também em adultos em 1993. Embora tenham algumas características em comum como o índice aumentado de microdespertares relacionados aos esforços respiratórios, a SAOS e a SRVAS apresentam diferenças importantes como suas características epidemiológicas (sexo, idade e raça).

Embora divulgada em 1964 por Ikematsu para o tratamento do ronco, a uvulopalatofaringoplastia só foi utilizada para tratamento da SAOS em 1981. Neste mesmo ano, Sullivan utilizou a primeira máquina de pressão positiva
contínua na via aérea (CPAP) para controle da apnéia obstrutiva do sono. Atualmente, o uso de CPAP é considerado a forma mais eficaz de tratamento da SAOS moderada e grave em adultos.”

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Principais dúvidas sobre CPAP

1. O qu-e é CPAP?

R.: CPAP é a sigla em inglês de Contiunous Positive Airway Pressure ou seja, pressão positiva contínua na via aérea. É a forma mais eficaz de tratamento da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS). O sistema CPAP consiste de um gerador de fluxo que, através de uma máscara nasal, fornece uma pressão de ar suplementar que mantém a via aérea desobstruída.

cpap_rm2. Com o CPAP vou continuar roncando?

R.: Não. A partir do exato instante em que o paciente coloca a máscara sobre o nariz e liga o aparelho adequadamente calibrado, não haverá mais resistência à passagem de ar e os roncos não serão mais produzidos, mesmo nos estágios profundos do sono.

3. Como é feita a calibragem do sistema CPAP?

R.: Para isto o paciente precisará dormir uma noite em laboratório do sono para realizar um exame chamado TITULAÇÃO de CPAP. Este exame consiste em dosar o nível de pressão adequada para inibir os distúrbios respiratórios relacionado ao sono. Com esta pressão o sistema será calibrado e o paciente poderá usá-lo em sua residência.

4. E quanto à sonolência durante o dia?

R.: Ao restabelecer abertura da via aérea, o CPAP previne os despertares e a fragmentação do sono devidos aos distúrbios respiratórios relacionados ao sono. Assim, o portador da SAOS poderá ter um sono restaurador, acordará mais disposto e assim permanecerá durante todo o dia. As demais conseqüências da apnéia do sono, como pressão alta, nictúria (hábito de urinar à noite), doenças cardíacas (arritmia, angina e infarto) e doença cerebrovascular (“derrame”) também podem ser prevenidas com a terapia com CPAP.

5. E se a pessoa tiver obstrução nasal?

R.: Caso esta obstrução nasal não seja revertida através de medicamentos ou de cirurgia, o paciente poderá usar uma máscara facial, que lhe permitirá respirar pela boca.

6. O CPAP também fornece oxigênio?

R.: Não. O paciente com apnéia do sono tem o oxigênio reduzido no sangue durante o sono apenas por causa da obstrução da via aérea. Uma vez que esta obstrução seja revertida, seu nível de oxigênio voltará ao normal sem a necessidade de suplementação.

7. O gerador de fluxo do CPAP faz muito barulho?

R.: Não. O aparelho é extremamente silencioso e não atrapalha o sono do paciente, tampouco do seu (sua) parceiro(a).

8. O CPAP funciona com bateria ?

R.: Não. O sistema deverá ser ligado à rede elétrica. Caso ocorra queda da energia elétrica, há um sistema de segurança para que o paciente não fique sem ar.

9. Como vou ter certeza se a máscara está bem adaptada e se as apnéias não existirão mais?

R.: Hoje em dia, há aparelhos de CPAP que possuem um programa de computador e que armazena informações quanto ao número de horas de uso do sistema, quanto ao fluxo de ar na via aérea e se há escape de através da máscara

10. Por quanto tempo terei que usar o CPAP até que fique curado?

R.: Se o paciente dorme sem a máscara, sua faringe ficará desprotegida, podendo ocorrer obstrução novamente. A Medicina ainda não descobriu a cura definitiva para a SAOS, mas já oferece uma forma de tratamento 100% eficaz para uma doença tão grave, estudada há apenas 30 anos.

11. Quais são os efeitos colaterais da terapia CPAP?

R.: Os efeitos indesejáveis do CPAP são raros, leves e reversíveis. Uma pequena parcela de pacientes podem relatar ressecamento e obstrução nasal, fobia pela máscara e distensão abdominal por aerofagia (se paciente deglute o ar inalado). Com a identificação do problema, medidas poderão ser tomadas para a sua prevenção.

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