Apneia do sono pode ser precipitada ou agravada durante o inverno

Fonte: Jornal Cidade

apneia-do-sono-3Doenças respiratórias que se agravam no inverno são fatores a mais para a incidência de roncos e da apneia do sono

Além de ser ponto de discórdia entre muitos casais, o ronco também é sintoma de uma doença que merece atenção. A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio respiratório frequente que atinge indivíduos sem que se deem conta.

De acordo com a doutora Sônia Togeiro, membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, apesar de não haver relação direta entre a apneia do sono e o frio, é possível que a apneia seja agravada ou precipitada no inverno devido à ingestão de bebidas alcoólicas. “Considerando que no inverno as pessoas consomem mais álcool para se aquecer, então há risco da apneia se agravar”, salienta a médica.

Outro ponto são as doenças respiratórias, como rinite e sinusite, que se agravam no inverno e causam a obstrução nasal, um fator a mais para a presença de roncos e apneia do sono. “Não há maior prevalência de apneia do sono na asma nem na bronquite. Mas com relação à sinusite, se houver obstrução nasal associada a esse quadro respiratório, isso pode precipitar ou agravar o ronco e a apneia do sono.”

Vale destacar que nem sempre o indivíduo que ronca tem apneia, mas em caso de dúvida é sempre importante procurar avaliação médica. No caso da apneia, o ronco forte e alto costuma estar acompanhado de sufocações noturnas, fadiga e sonolência durante o dia. Segundo a doutora Sonia, a apneia também contribui para o aumento do risco de doenças cardiovasculares, principalmente a hipertensão.

A médica explica que os principais fatores que desencadeiam a apneia são obesidade, principalmente quando provoca acúmulo de gordura no pescoço e na região abdominal; amígdalas e adenoides grandes e uso de medicamentos benzodiazepínicos (remédios para dormir) e ingestão de bebidas alcoólicas.

“As pessoas que roncam apresentam um estreitamento do canal da faringe, que provoca a interrupção da passagem de ar. No caso da apneia, repetidas interrupções fazem com que o indivíduo desperte inúmeras vezes durante o sono, mesmo sem perceber, diminuindo a qualidade do sono e causando a sensação de cansaço e noite maldormida”, alerta a pneumologista.

Para evitar a apneia obstrutiva do sono e melhorar a qualidade do sono, e consequentemente viver melhor, é importante que o aumento excessivo de peso seja controlado, assim como reduzido o consumo de álcool e abandono do fumo.

Nos casos em que a doença já foi diagnosticada, o médico pneumologista indicará o melhor tratamento, que vai desde mudança no estilo de vida, uso de aparelhos como o CPAP, que aumenta a oxigenação das vias aéreas, até a cirurgia.

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